Testando o TextMate
A uns dois meses deixei de usar o GNU/Linux e migrei para o Mac OS X no Desktop. No início eu o usava basicamente por causa da interface gráfica - eu tinha os recursos gráficos e a tecla F9 do Mac, mas praticamente todas as aplicações que eu usava eram as mesmas que usava no Linux; um terminal virtual, GIMP, Emacs (versão Aqua), GAIM, …
Praticamente todas as minhas edições continuavam sendo feitas no GNU Emacs. Um belo dia o pessoal aqui da Diginet começou a me mostrar o TextMate e resolvi testá-lo. De início percebi logo a semelhanças com o Emacs. As teclas de navegação são as mesmas, possui módulos para praticamente tudo (inclusive este texto foi Postado no blog usando o TextMate) e reconhece todas as linguagens de Programação que conheço.
A vantagem do TextMate para mim é que ele é mais fácil de se estender, em menos de duas horas aprendi como adicionar uma linguagem nova nele e criei duas linguagens para reconhecer a sintaxe e palavras chaves dos arquivos main.cf e master.cf do Postfix. A criação de macros também é uma mamata, apenas bote o TextMate para gravar uma seqüência de teclas e pronto! Tá gerada a sua macro.
Ele também tem suporte a abas, navegador no sistema de arquivos e suporte nativo ao subversion. Coisas que eu tinha no Emacs usando o Emacs Code Browser (ecb), mas no TextMate essas coisas funcionam de forma mais elegante e eficiente na minha opinião.
O que estou sentindo falta no momento é um módulo equivalente ao tramp do Emacs, esse módulo permite que você edite arquivos remotos, acessando-os via ssh ou ftp por exemplo.
Bom, se você está migrando para o Mac e é usuário do Emacs teste o TextMate e veja se gosta, se quiser continuar com o Emacs recomendo a versão Aqua.
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