Conhecendo Nietzsche

Filed under:Filosofia — posted by rwanderley on 20 July, 2006 @ 5:20 pm

A Família suicida. —

Os familiares de um suicida não lhe perdoam não ter

ficado vivo em consideração ao nome da família.

– Nietzsche

Durante uma das conversas em mesa de bar com meu grande amigo João Batista (também conhecido como João Mamão ou Johny Papaya) me foi apresentado o livro “Quando Nietzsche Chorou“, depois de me apresentar o livro Johny falou que eu tinha muitos pensamentos parecidos com os de Nietzsche. Fiquei curioso e baixei o livro em formato PDF e o li no Palm.

Gostei bastante dos pensamentos de Nietzsche, argumentos muito fortes e bastante racional. Após “Quando Nietzsche Chorou” li partes de “A Gaia Ciência“, o qual achei show, porém um pouco desorganizado, pensamentos jogados pelo livro sem ordem, cheio de frases intrigantes como “Em toda religião o homem religioso é uma exceção” e “A oração foi feita para pessoas distituidas de pensamento”, Nietzsche consegue criticar de forma maldosa a praticamente todas as filosofias existentes sempre usando argumentos bastante fortes.

Hoje comprei o livro “Humano, demasiado humano” que foi escrito em 1878, antes de “A Gaia Ciência” que foi escrito em 1882. Pelo que vi até agora Nietzsche pega mais leve nesse livro e ele está mais organizado, possuindo inclusive índice remissivo e idéias organizada em capítulos, segue o índice:

  1. Das coisas primeiras e últimas
  2. Contribuição à história dos sentimentos morais
  3. A vida religiosa
  4. Da alma dos artistas e escritores
  5. Sinais de cultura superior e inferior
  6. O homem em sociedade
  7. A mulher e a criança
  8. Um olhar sobre o Estado
  9. O homem a sós consigo

O pessoal na digi vem pedindo para eu parar de ler Nietzsche porque isso está me deixando um pouco mais bruto que o normal, mas prometo tentar não levar os pensamentos dele pra prática, tá bom assim Humberto? :P

Vou finalizando com o epílogo de “Humano, demasiado humano”, até mais!

1.

É belo guardar silêncio juntos

Ainda mais belo sorrir juntos –

Sob a tenda do céu de seda

Encostado ao musgo da faia

Dar boas risadas com os amigos

Os dentes brancos mostrando.

Se fiz bem, vamos manter silêncio;

Se fiz mal — vamos rir então

E fazer sempre pior,

Fazendo pior, rindo mais alto

Até descermos à cova.

Amigos! Assim deve ser? –

Amém! E até mais ver!

2.

Sem desculpas! Sem perdão!

Vocês contentes, de coração livre,

Queiram dar, a este livro irrazoável,

Ouvido, coração e abrigo!

Creiam, amigos, a minha desrazão

Não foi para mim uma maldição!

O que eu acho, o que eu busco –,

Já se encontrou em algum livro?

Queiram honrar em mim os tolos!

E aprender, com este livro insano,

Como a razão chegou — “à razão”?

Então, amigos, assim deve ser?

Amém! e até mais ver!

O bom e velho vi(m) x GNU Emacs

Filed under:Administração Linux — posted by rwanderley on 19 July, 2006 @ 10:52 pm

Mais uma vez a discussão Vi x GNU Emacs surgiu hoje. Os argumentos continuam os mesmos, GNU Emacs é bom por que nele você tem a opção de fazer praticamente tudo, ler e-mail, navegar na web, navegar no sistema de arquivos, organizar suas tarefas, usar como agenda, como ASCII drawer e também como editor de texto :P

Esse é justamente o mesmo argumento que usam contra o GNU Emacs, dizem: “GNU Emacs tá mais para um Sistema Operacional que para um editor de textos…”.

Bom, eu pessoalmente adoro o Emacs, principalmente como editor de textos. Quando usado com o Emacs Code Browser (ecb) ele vira uma excelente ferramenta de programação. Segue um screenshot:

Screenshot do emacs com ecb

Também uso o vim as vezes e até que não é um sacrifício tão grande… Só não gosto muito dos dois modos de edição e acho um pouquinho simples, embora as versões mais novas do vim possuirem muitos recursos e eu não conhecer nem 1% deles…
Cada um tem seu gosto, teste os dois e escolha o seu!

Entendendo o start-stop-daemon do Debian

Filed under:Administração Linux — posted by rwanderley on @ 3:02 am

Finalmente gastei um tempinho para entender como o start-stop-daemon funciona. Para quem não conhece esse comando é bastante usado nos scripts de inicialização da Debian.

Achei bastante útil porém limitado. Por exemplo, fica difícil usá-lo para inicializar e parar um projeto turbogears. Pelo que vi da saída do strace ele pega o nome do processo a partir do /proc/pid/stat.  Ou seja, no caso do turbogears o processo seria o python.  E, como não podemos contar com o pidfile já que o turbogears gera vários processos, temos que matar todos os processos python para poder finalizar o projeto turbogears.

Para quem quiser mais informação sobre o start-stop-daemon, assim como um simples exemplo, pode ver nesse link da minha wiki.

C, Perl, Python, agora Turbogears + CSS

Filed under:Administração Linux, C, Diginet, Perl, Programação, Python — posted by rwanderley on 18 July, 2006 @ 1:03 am

Estou começando a adentrar o mundo alto nível do Turbogears. Após passar uma boa temporada fazendo programas em C (em sua maioria para a UFRN) passei por algumas linguagens de Script, até finalmente me dedicar um pouco ao Turbogears o que me levou a estudar um pouco de CSS também. A seguir vai um pequeno estórico dessa minha curta vida de nerd! :D

  • +/- 1997: Minix no windows

Por volta de 1997 eu tive meu primeiro contato com o mundo UNIX. Na época eu costumava usar meu modem USRobotics para conectar na mini-BBS da UFPB (que mudou para UFCG recentemente) de Campina Grande usando uma conta de um primo meu que cursava lá. Lembro como se fosse hoje… A única coisa que sabia eram os comandos finger e talk. Geralmente só encontrava um usuário com um nome estranho, um tal de root… Era o tempo todo: talk root: “oi root!”. Mas ele não respondia :D

Nesse mesmo tempo consegui baixar uma cópia do minix e instalei ele para rodar como processo em cima do windows. Consegui bootar, mas não sabia muito o que fazer depois…

Em 1998 li em algum lugar a respeito do GNU/Linux e baixei o Slackware em diquetes. Após uma semana de aperreio consegui instalar o sistema e acesso a uma shell, onde aprendi meus primeiros comandos UNIX.

Depois resolvi testar o RedHat. Já foi uma mudança bem maior, já tinha acesso a gráficos e tudo mais! Após o RedHat comprei um Conectiva, que na época para mim não era nada mais que um RedHat semi-traduzido. No final de 98 fui para Recife e deixei a nerdisse um pouco de lado por ca de 3 anos…

  • 2001: UFRN, LCC, De volta a nerdisse :D

Em 2001 ingressei na UFRN. No final do primeiro semestre consegui uma bolsa de estudos para administrar o Laboratório dos Cursos de Computação (LCC). Durante essa bolsa tive contato com gente já esperiente no mundo GNU/Linux que tiveram o saco para me ensinar Shell Script (sintaxe Bash) assim como conceitos básicos de administração GNU/Linux.

Foi lá que consegui me aprofundar na filosofia GNU e entender como o sistema funciona. Foi lá também onde comecei a programar em C de forma mais séria.

No final de 2001 consegui um upgrade na bolsa e fui para a superintendência de informática da UFRN, onde atuei como administrador de redes. Lá tinha acesso aos principais servidores da UFRN, e foi onde passei pelos maiores aperreios da minha vida! Até hoje estou devendo uma Pizza ao pessoal do setor, por terem me ajudado a recuperar o banco de dados de um servidor solaris que eu quase apaguei por engano!

Em 2003 consegui me infiltrar na Diginet. Foi lá onde me aprofundei mais ainda na área de administração de redes e conheci galera competente em praticamente todas as áreas da “computação prática”. No periodo de 2003 - 2006 saí e voltei da Diginet várias vezes, passando pelo tribunal de justiça, projeto de televisão digital (SBTVD), … O que vi é que estou no lugar certo e, se deixarem, pretendo passar um bom tempo trabalhando na Digi. Foi aqui que consegui largar um pouco o C e conhecer outras linguagens maravilhosas como o Perl, Python e agora o turbogears, que é um framework que deixa vc fazer complexas aplicações web em questões de minutos usando a linguagem Python.

Nesse exato momento consegui largar um pouco o C, uso apenas quando necessário e quando quero me divertir de verdade :D, gosto de Perl para programas não muito grandes na área de administração de redes, bash script para coisas pequenas ou que involvam muitos comandos (não gosto de usar system()) e, definitivamente, turbogears para aplicações web.

Vou parando por aqui… esse primeiro Post saiu bem maior que eu planejava!

Até o próximo! :D



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